sexta-feira, 30 de maio de 2014

A Inteligência Coletiva e a Cibercultura por Pierre Lévy


Pierre Lévy, filósofo francês contemporâneo que ocupou-se da análise das relações entre sociedade e Internet descreve os conceitos de Inteligência Social e Cibercultura como sendo a difusão/ interação das inteligências de cada indivíduo numa mesma sociedade e a "virtualização da realidade", respectivamente.


A Colaboração do Coletivo para avaliar situações e propor mudanças
 

Lévy relata a importância da internet como meio de participação proativa e colaborativa dos diversos sujeitos que compõem a sociedade para com ela.

“A colaboração na internet pode ser interpretada como uma forma de inteligência coletiva que devido ao seu grande alcance, facilita o aparecimento de um cérebro global que permite ao usuário não apenas a difusão de mensagens, mas a sua interação e um papel ativo na modificação das informações que surgem da colaboração de muitos indivíduos em suas diversidades.
Assim, a criação desse Ciberespaço possibilita que formas organizacionais baseadas na inteligência coletiva constituam-se, contribuindo para o surgimento dos fóruns baseados na comunidade do conhecimento em que a inteligência coletiva não é apenas uma contribuição quantitativa das informações, mas uma estrutura para a promoção do enriquecimento humano através do aumento da competência dos indivíduos e do grupo.”



Lévy fala exatamente dessa ajuda mútua, interação, a disseminação da informação que nos leva a essa questão sobre o enriquecimento do assunto abordado de uma maneira geral. A idéia de um ambiente que apresente informações, debates e discussões relacionadas a um tema relevante como a inclusão social de surdos, contribui significativamente para o início de uma movimentação no sentido de um olhar mais crítico e voltado à mudança com melhorias.
Saiba mais : http://www.cibersociedad.net/congres2009/es/coms/ciberespaso-educasao-em-um-novo-plano-de-realidade/307/

Coletivos inteligentes


Hoje olhando alguns blogs sobre o assunto comecei a imaginar essa estrutura da internet fazendo, essa interação  entre  os participantes de uma produção colaborativa na web. Será que realmente isso é feito ? Poderiamos ter mais resultados talvez se conseguissemos unir todas as agências que levam essas notícias para o mundo todo, um "amplo grupo fechado", onde troca de informações são necessárias, a união, o numero de seguidores seria colocado de lado e a cooperação seria a grande vitória para essa causa tão pouco disseminada para o mundo.





Comunidades virtuais


“A questão da comunidade é uma questão de emoções, assim como de razão e de dados. Alguns dos mais importantes ensinamentos terão necessariamente de ser colhidos nos quatro cantos do ciberespaço, decorrentes da vivência no seu interior e da observação dos problemas sentidos pela comunidades virtuais.”[1]

Tratamento dos usuários


Hoje com as redes sociais em explosão no mundo todo temos um grande número do fluxo de mensagens e troca de mensagens entre usuários de todo o mundo, pessoas com vidas sociais reais um pouco paradas utilizam dos meios de comunicação para interagirem, porém muitas vezes essa interação acaba sendo algo não muito construtivo, talvez seja ai que venha um grande problema dos usuários, a falta de objetivo. Falar sobre assuntos aleatórios pode não acrescentar muito aos internautas, e esse ponto deve ser tratado, usar um assunto tão importante como o direito de deficiêntes para abrir uma grande discussão sobre o assunto e causar uma mobilização é uma maneira interessante de ao mesmo tempo interagir com as pessoas e discutir sobre algo construtivo e que pode realmente mudar a vida de alguém.


Bibliografia

[1]HOWARD RHEINGOLD, A Comunidade Virtual. Lisboa: Gradiva, 1996.
[2]PIERRE LÉVY, A Inteligência Coletiva. São Paulo: Loyola, 1998.
[3]PIERRE LÉVY, Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.


Saiba mais : http://posinfo.ufabc.edu.br/index_arquivos/InteligenciaSocial.htm



quarta-feira, 28 de maio de 2014

Um pouco sobre Leis


Principais Leis relacionadas ao Tema "Educação Especial" no Brasil


Para que tenhamos uma visão mais ampla da legislação correlacionada ao tema, a fim de que tenhamos uma melhor apuração do que está previsto e do que realmente ocorre na prática, apresentamos a seguir um resumo das principais leis envolvidas.

A atual Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional de n. 9. 394, de 20 de dezembro de 1996, trata especificamente no Capítulo V, da Educação Especial. Define-a por modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para pessoas com necessidades educacionais especiais. Assim, ela perpassa todos os níveis de ensino, desde a Educação Infantil ao Ensino Superior.



Lei n. 9. 394/96

De acordo com a Lei n. 9. 394/96 (BRASIL, 1997) a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família. Especificamente no Art. 208, inciso III desta lei, consta que as crianças e jovens com deficiências deverão, preferencialmente, cursar a rede regular de ensino. O Estatuto da Criança e do Adolescente atesta, ainda, a igualdade de oportunidades que as crianças e os adolescentes com deficiência deverão possuir em termos de educação, sendo o Estado e toda sociedade responsáveis pelo seu zelo (BRASIL, 1990). Entretanto, para o deficiente auditivo isso parece estar ocorrendo parcialmente, já que poucos chegam a cursar o nível superior de ensino, estando, portanto, comprometidas suas chances de integração social e conquista de realização pessoal.

Lei n. 10.098

A legislação pretende garantir os direitos das pessoas com deficiência: a Lei n. 10.098, de 19 de dezembro de 2000, estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadores de deficiência ou com mobilidade reduzida; o Decreto n. 3.956, de 8 de outubro de 2001, garante a eliminação de todas as formas de discriminação contra pessoas portadoras de deficiência e, a Lei n. 10.436, de 24 de abril de 2002, dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como meio de comunicação de pessoas surdas e/ou mudas (BRASIL, 2005), entre outras providências.

Reflexão Legislação versus Aplicabilidade do que diz a Lei

A partir dai, é possível refletir se a legislação abrange as todos os aspectos relevantes, se ainda há campo para avançarmos, o que acontece e o que precisa ser implementado na prática e se o cenário atual no âmbito da inclusão dos surdos em universidades é favorável ou não.



Saiba mais : http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm

sexta-feira, 23 de maio de 2014

   Depoimento de jovem deficiente auditiva que preferiu não ser identificada


Ao entrar na universidade vi que um mundo se abriu para mim, novos amigos, novos conhecimentos, novas perspectivas, era tudo lindo, todos muito legais e o sistema parecia infalível, erro meu. Quando comecei a frequentar as aulas logo percebi que seria uma luta aprender com pessoas que não estavam preparadas para mim, em uma universidade que não estava preparada. 

Logo no primeiro dia do curso de pedagogia conheci minha melhor amiga de universidade, a unica que se comunicava em LIBRAS de todas que conhecia, assim logo a afinidade foi imediata e nós ficamos muito tempo juntas na universidade e fora dela, ela não era surda, era uma ouvinte com pais surdos que estava assim como eu buscando incluir pessoas com deficiência auditiva cada vez mais no curso superior, era um sonho um tanto quanto distante. Porém as dificuldades eram visíveis. Os professores não estavam preparados e adaptados e assim a qualidade das aulas acabavam diminuindo.


Percebiamos a falta de preparo dos profissionais da universidade porém aquilo não me impedia de buscar o conhecimento e lutar para melhora-lo. As meninas do nosso grupo de estudo se esforçavam para se comunicar em LIBRAS todo o tempo, isso ajudava muito, percebi que todos queriam me ajudar apesar das dificuldades, era um incentivo para continuar. 

Não sei se estavam esperando um história triste ou que mostrava o quanto sofro no meu curso, estou no segundo ano de faculdade e esses pequenos problemas só me motivam para para buscar uma solução para mim e para todos os deficiente de um modo geral em todo o mundo, para que as proximas gerações não tenham tanta dificuldade temos de nos unir, todos são iguais apesar de alguns detalhes que por mais que façam a diferença ela pode ser superada rapidamente, assim mostrar que o Brasil realmente é um país de todos.



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Algumas questões que dizem respeito aos surdos nas Universidades

Quando falamos em acessibilidade dos surdos oralizados, tratamos de questões muito mais abrangentes do que a simples didática e iniciativa das Universidades brasileiras em voltar atenção e e abrir espaço para estas pessoas.

Para tratarmos deste assunto, muitas vezes, se faz necessário entender as necessidades dos surdos e acima de tudo promover investimentos em estrutura adequada ao ensino-aprendizagem de forma que o ambiente da sala de aula seja bem estruturado, iluminado, que existam legendas presentes nas apresentações, estenotipia e proximidade aos professores, além do fundamental, o respeito e bom senso de todos os envolvidos no processo. No entanto, tais ações/aspectos acontecem na prática, mesmo que forma isola, nas universidades do Brasil?


Pensando um pouco a respeito da relação com os surdos na atualidade

Vale a reflexão, será que na atualidade as instituições de ensino e mais especificamente as Universidades adotam estrutura adequada e efetivamente trabalham visando uma relação diferenciada com estas pessoas ou ainda presenciamos a falta de ambiente e postura corretos para melhor entendimento e ainda preservam-se as situações de preconceito e discriminação?



terça-feira, 13 de maio de 2014

O atual cenário do Brasil no âmbito da Inclusão Social dos Surdos

Dada a complexidade do tema, convém elecarmos alguns pontos pertinentes e entendermos a legislação e a tratativa/postura da sociedade brasileira perante este assunto para que a partir daí possamos levantar questionamentos que possam conduzir a estudos e leis eficientes e eficazes na resolução os aspectos críticos relacionados.

Assim, apresentamos um breve resumo do que consta na lei 10.436 extraído do site http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm:

"O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados.

Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.

Art. 2o Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil.

Art. 3o As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas legais em vigor.

Art. 4o O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente.

Parágrafo único. A Língua Brasileira de Sinais - Libras não poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa.

Art. 5o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 24 de abril de 2002; 181o da Independência e 114o da República."

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Paulo Renato Souza
 
 
 
A grande questão está associada aos art. 3º e 4º, será que as instituições brasileiras oferecem assistência, atendimento e tratamento adequado a estas pessoas? E sobretudo no âmbito do sistema educacional, efetivamente há a inclusão social destes indivíduos ou ainda prevalece uma visão focada em suas limitações e muitas vezes posta à marginalização?